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Ao lado de Nho Mundinho, Nha Djina, Nho
Riquinho di Braga e de tantos outros, Nho Tei, hoje com 67 anos, é um daqueles
patrimónios vivos da Brava e de Cabo Verde que insiste em preservar o comércio
tradicional. Nascido a 15 de Junho de 1939, dedicou quase toda a sua vida a arte
de comprar para vender (comércio) e goza do estatuto dos comerciantes mais
antigos e prósperos da ilha, ainda proprietária de inúmeros prédios rústicos e
urbanos. Todas as casas inscritas CASA MANSA, espalhadas pela ilha, pertencem
a esta figura. Desde muito cedo aprendeu a arte comercial, vendendo pequenas
coisas, construindo deste modo um grande património. Aventurou na emigração, mas
foi sol de pouca dura. Cedo viu que o seu canto era a ilha Brava e aqui fixou-se
residência, mantendo de pedra e cal. Todos os familiares estão fora da Brava,
particularmente nos Estados Unidos da América, mas ele teima em ficar. Com
saudade, Nho Tei lembra dos velhos tempos, de quando a ilha Brava era diferente,
as pessoas mais calorosas e alegres. Hoje, segundo ele, cada pessoa preocupa
consigo próprio sem pensar no próximo. Um amante da vida, Ti Tei alega que faz
do comércio um divertimento. Questionado sobre a situação da ilha Brava neste
momento, Nho Tei alega que é necessário mais investimento e mais
atenção das autoridades nacionais e locais . No mês de Janeiro,
quando a ilha Brava voltou a sacudir, Nho Tei que não é muito amigo dos tremores
de terra, disse que nestas horas sente que a ilha está mesmo isolada. Em caso de
grandes catástrofes não há ninguém que nos possa acudir. Antero de Pina, é um
homem muito divertido. É um gozo ver quando ele e Nho Joao Ida, um amigo de
peito dele, estão juntos. Brincam, gozam, cada um conta história do outro e
passam algumas horas neste pagode . Amigo das crianças, Nho Tei recebe
diariamente, cumprimentos calorosos de mais de uma centena de crianças que
dirigem à escola. Quase todos os emigrantes conhecem Nho Tei. E vezes sem conta
podem ver dezenas de emigrantes a lhe visitar em casa ou no seu comércio em Cruz
das Almas. Hoje o comércio retalhista não tem muita saída. Com o
aparecimento de Mini Mercados e a liberalização do sector comercial, os menos
preparados foram sufocados. Nós ainda resistimos devido a alguma preparação e
capital , remata.
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